Com reconstrução garantida pelo Estado e Prefeitura, Bandeirantes foi corredor boiadeiro

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Avenida Bandeirantes é um dos principais corredores de Campo Grande

A inclusão do recapeamento da Avenida Bandeirantes no pacote de obras anunciado para Campo Grande pelo governador Reinaldo Azambuja e o prefeito Marquinhos Trad atende ao clamor dos moradores e dos comerciantes daquela importante via-tronco, que nasceu com o bairro Amambai, o primeiro criado na Capital, em 1921.

A região que compreende hoje a avenida e outras vias chamava-se Portão de Ferro – um extenso vazio até o projeto de expansão urbana da cidade, de autoria do engenheiro italiano Camilo Boni. Naqueles primórdios, o traçado original da Bandeirantes era um corredor de chegada das comitivas de boiadas vindas de Ponta Porã, Maracaju e outras praças de pecuária.

“Agora vai sair do papel”

Hoje, a avenida é um dos principais eixos de integração rodoviária centro-bairros e sua revitalização, garantida pela parceria do Estado com a Prefeitura, resgata parte da história de Campo Grande e traz alívio para quem mora, tem comércio ou trafega pelo seu traçado – entre as avenidas Manoel da Costa Lima e Afonso Pena – sem manutenção há décadas.

Miguel Pereira, comerciante: “o asfalto derreteu e a rua vira um rio quando chove”.

“A última vez que refizeram ao asfalto aqui foi em 1973”, lembra o comerciante Miguel Pereira, 62, dono de uma loja de móveis usados localizada há 30 anos na avenida. “O asfalto hoje derreteu, muitos buracos, não tem drenagem. Quando chove, vira um rio e os acidentes são frequentes”, conta ele, mostrando os defeitos na pista e o acúmulo de água.

Miguel ficou feliz com a notícia sobre o recapeamento. “Se o Governo do Estado entrou nessa obra agora eu acredito que sai”, diz. “O nosso governador (Reinaldo Azambuja) está de parabéns.” O grau de satisfação também pode ser medido na reação do mototaxista Raimundo Marques, 39, que trabalha em um ponto fixo na avenida. “Com o governo ajudando vai sair do papel”.

“A recuperação da avenida é uma urgência e vai melhorar para todos”, diz Juliana Barbosa.

Projeto de Jaime Lerner

Para a comerciante Juliana Barbosa, que gerencia loja de materiais de construção, a reconstrução da avenida era há muito tempo aguardada para quem utiliza a via. “A Bandeirantes já foi eleita a pior rua de Campo Grande, prejudica o comércio, um risco para quem trafega nela”, observa. “Mas estamos apostando na sua recuperação, vai ser muito bom.”

A obra de conclusão do corredor para transporte coletivo na Avenida Bandeirantes, incluída no pacote de obras anunciado pela prefeitura em parceria com o Governo do Estado, faz parte do plano de transporte e locomoção de massas elaborado pelo arquiteto e urbanista paranaense Jaime Lerner, em 1979. O projeto previa atender mais de 60% da população de Campo Grande.

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